Pedal no Gomeral

28032015-IMG_8390-2     Partindo de Campos do Jordão sentido Aparecida, seguindo um trecho do Caminho de Aparecida, passamos pelo vilarejo fantástico, cheio de histórias e tradições, conhecido como Gomeral.

A viagem iniciou-se em São Paulo, a programação para essa viagem já tinha sido feita em outra ocasião, mas ainda não tinha sido possível fazê-la. Enfim, após o convite de um amigo companheiro de aventuras, o Anderson Cruz, fomos à rodoviária do Tietê onde compramos as passagens para Campos do Jordão, o que já não foi um bom começo, eu tinha uma reserva em dinheiro para usar no trajeto de pedal e para minha surpresa, a empresa Pássaro Marrom não aceita cartão na compra de bilhetes, o que me fez gastar parte dos recursos já neste momento! O ônibus chegou antes do que havíamos calculado, saímos às 17:10 e chegamos por volta das 20:00.

A temperatura mais amena foi boa para evitar o suor do pedal da rodoviária para o Refúgio do Peregrino, onde fomos super bem acolhidos pelo casal dono do estabelecimento. Uma casa adaptada para receber peregrinos, muito limpa e agradável, chuveiro quente, colchões bons e próxima de bons restaurantes e padarias fora da parte mais badalada e mais cara da cidade. Algum tempo de conversa depois que chegamos estávamos com fome e decidimos sair para comer, um restaurante na avenida principal nos chamou a atenção, o Querença da Serra, lá fizemos nosso jantar comendo uma pizza.

De volta ao Refúgio um bom banho e dormir, para no dia seguinte gastar algumas calorias indo para o Gomeral.

 

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Subida da serra de Campos do Jordão para Aparecida

No sábado pela manhã começamos nossa jornada às 9:00, sem pressa e com muito entusiasmo, paramos no centro para um café e um pedaço de bolo, seguindo logo após para o Horto Florestal onde tomamos outro café antes de retomar o caminho para Aparecida, uma estrada de terra cascalhada que sai ali próximo à entrada do Horto e segue por pouco mais de 36 km até a casa da Dona Ana, uma fazenda que deu lugar à um bom pedaço do vilarejo e ainda tem sua sede original, com cozinha de chão de terra batida, paredes de pau a pique e janelas de madeira rústica, onde a Dona Ana recebe peregrinos e tropeiros hospedando, servindo jantar, almoço e café da manhã.

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Fazenda de Dona Ana

 

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Parada na trutaria

Na descida da serra para o Gomeral, paramos em uma trutaria muito boa, foi onde fizemos nosso almoço. O local tem uma linda vista para o vale, mas infelizmente não pudemos apreciar devido ao tempo fechado.
Mesmo tendo outras opções ao redor, resolvemos ficar na fazenda de Dona Ana e ouvir as histórias do passado de quando a fazenda ainda não tinha dado lugar ao bairro, que hoje tem diversas pousadas para quem deseja aproveitar um bom banho de cachoeira ou no ribeirão Guaratinguetá.

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Pedra Grande do Gomeral vista pela nossa janela
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Vista da casa da Dona Ana para a serra

 

 

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No domingo neblina até as 10:00 da manhã

 

 

Saindo do Gomeral, seguiríamos para Guaratinguetá e nos deparamos com uma bifurcação interessante, onde tivemos que parar para uma manutenção na bike do Anderson que acabou quebrando a garupa. Seguindo pela direita, seriam 26km até Pindamonhangaba e seguindo pela esquerda 16 até Aparecida, com a chuva à vista eu já previa que indo para Pinda pegaríamos ela no meio do caminho, e para a catedral de Nossa Senhora tínhamos chance de não pegar a tempestade. Resolvemos ainda assim arriscar o caminho mais longo e logo que chegamos ao trecho de asfalto uma chuva tremenda com ventos fortes nos fez abrigar junto à uma porteira que tinha um pequeno telhado, quase inútil, pois a chuva vinha de lado dada a força do vento. À esse ponto já tínhamos percorrido 17 km dos que descobrimos ser 33 posteriormente. A chuva não demorou a passar, ao menos essa primeira que foi a mais forte, então voltamos à estrada e antes de completar mais um quilômetro um pneu furado na bike do Anderson, para nossa sorte a chuva tinha parado e trocamos a câmara de ar rapidamente.

Chegando em Pinda já estávamos quase secos, resolvemos passear um pouco pela cidade sem nos dar conta que tratava-se de um domingo, todo comércio com poucas exceções estava fechado. Chega a ser estranho para um paulistano ver uma lanchonete fechada em um domingo, mas assim estavam. Me lembrei de quando eu era criança no Alto de Pinheiros em São Paulo, os postos de gasolina fechavam no sábado na hora do almoço e só voltavam a abrir na segunda pela manhã, assim eram também as padarias, mas hoje isso não existe em grandes e médias cidades, talvez nas pequenas de menos de 10 mil habitantes.

Encontramos uma lanchonete aberta, uma franquia conhecida em shoppings do mundo a fora, comi um “número” e o Anderson apenas um lanche, seguido de um café e um doce na doceria vizinha.

Após o lanche seguimos para a rodoviária, não foi preciso esperar muito para embarcar, foi o tempo de trocar de roupa por uma seca, preparar as bikes para o embarque e mandar notícias à família pelo celular, depois de duas hora e pouco estávamos no terminal rodoviário Tietê, onde deixamos o carro em um estacionamento, antes das 21:00 já estava em casa feliz pela realização e com vontade de um bom banho quente para dormir.

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